sexta-feira, 3 de abril de 2009

8ª Atividade: texto 4 - Pensar o corpo.

(referente à aula do dia 20/02/09)


  • É sobre o corpo que convergem tantos interesses sociais e econômicos, assim como é sobre ele que se acumula toda uma série de práticas e de discursos;
  • Um corpo, enfim, que não coincide com o nosso corpo real, porque é antes um corpo idealizado e perfeito;
  • Cada imagem do corpo, emanado do desejo de uma sociedade de erigi-lo em norma, foi desejável em sua época e repudiada depois da transição para um outro paradigma;
  • Se as normas culturais se inscrevem desde sempre no corpo. o fato novo tem a ver, hoje, com a amplitude do fenômeno e com o reforço dos critérios estéticos e éticos de controle aplicados aos corpos;
  • A cultura inscreve-se no corpo a fim de modelá-lo e socializá-lo com base em suas regras e suas normas;
  • É a partir da infância que o corpo é formado, pois ele é o lugar em que a mão do adulto marca a criança, é o primeiro espaço em que se impõem os limites sociais e psicológicos dados à sua conduta, ele é o emblema em que a cultura vem inscrever seus sinais como outros tantos brasões;
  • Toda postura e todo movimento corporal é resultado de uma construção social;
  • "Montagens físio-psico-sociológicas de séries de atos" que são "obra da razão prática coletiva e individual";
  • A imagem contemporânea da beleza ideal escila entre o modelo minimalista dos manequins e o modelo atlético dos bodybuilders;
  • Quase ninguém está completammente satisfeito com seu aspecto físico e muitas pessoas estão prontas a fazer tudo para modificar seus corpo e poder assim, esperar conquistar amor, sucesso e felicidade.

MARZANO-PARISOLI, Maria Michela. Pensar o corpo; tradução de Lúcia M. Endlich Orth - Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.

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